| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Dendrocolaptidae |
| Gray, 1840 | |
| Subfamília: | Dendrocolaptinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | D. bridgesii |
O arapaçu-platino é uma ave passeriforme da família Dendrocolaptidae.
Seu nome significa: do (grego) drumos = floresta, bosque; e ornis = ave; e de bridgesii = homenagem ao botânico e zoólogo americano, coletor de espécies na América tropical (1822-1865) Mr. Thomas Charles Bridges. ⇒ Ave da floresta de Bridges.
Está ameaçado de extinção pela destruição de seu habitat natural.
Mede de 29 a 35cm de comprimento. O arapaçu-platino pode ser facilmente confundido com um pica-pau principalmente quando se apóia verticalmente em cima de um tronco, sobre as fendas das árvores. Mas existem muitas diferenças entre essas aves: com seu bico longo e curvo, não martela na madeira à procura de alimento: usa-o como uma pinça, por entre as frestas mais profundas e estreitas de vegetais. Espécie semiterrícola campestre. Sintópico com o arapaçu-de-cerrado (Lepidocolaptes angustirostris), apresenta certa analogia com o gênero Nasica na morfologia embora tenha bico curvo e não retilíneo. Quando perturbado, arrepia as penas do píleo e da garganta e em protesto, voa para as árvores buscando proteção aos gritos, como faz o pica-pau-do-campo (Colaptes campestris).
Alimenta-se de aranhas, centopéias, insetos e larvas de formigas, tanto nas árvores como no solo. Com seu longo bico, vasculha bromélias, cactos e cavidades nas árvores.
Como outros arapaçus, nidifica em ocos de árvores e às vezes ocupa ninhos abandonados de joão-de-barro (Furnarius rufus), vizinho de habitat com frequência.
Vive em matas secas e campos com árvores esparsas e arbustos espinhentos próximos a rios. Habita um tipo de campo muito específico, formado por algarrobos, inhanduvás e espinilhos, principalmente. A área de ocorrência desse arapaçu foi pouco a pouco suprimida, cedendo lugar ao cultivo de arroz e às pastagens. O que restou dessa vegetação está no Parque Estadual do Espinilho (oeste do Rio Grande do Sul), que não possui mais de 1650 hectares.
No Brasil ocorre nas matas ciliares do município de Uruguaiana e no Parque Estadual do Espinilho,Rio Grande do Sul. Também ocorre na Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.